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07/02/2012 04:07


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Maná
Uma oferta de amor PDF Imprimir E-mail
Escrito por pr.flavio muniz   
Seg, 06 de Fevereiro de 2012 15:01


alt

(1Cr 29.1-9) - Tudo o que fazemos haverá de ser avaliado, apurado, medido, primeiro pelo amor que nos impulsiona e segundo pelo objeto da nossa ação. Podemos fazer grandes coisas sem amor, porém nenhum ato nosso será pequeno se for feito com amor. Quando a Rainha de Sabá visitou o Rei Salomão, levou-lhe ouro. Então vamos pensar: Se ao Rei dá-se ouro, a Deus dá-se a vida. Entretanto, se ao dar o ouro pode-se ficar com a vida, ao dar-se a vida não se fica com nada.

 

Sabe qual é a raiz do problema de uma pessoa que não oferta a Deus qualquer coisa? É que ela ainda não entregou tudo o que é e o que tem a Deus, ela ainda não entregou sua vida totalmente a Deus. Quando Paulo fala a respeito da oferta dos Macedônios para os pobres da Judéia, ele diz que muitos deles deram mesmo na pobreza porque tinham se dado primeiro ao Senhor. (2Co 8.5).

 

No texto que lemos nós vemos Davi ofertando e recolhendo ofertas para a construção do Templo. Ele queria deixar tudo pronto para que seu filho Salomão construísse a casa do Senhor. Sua iniciativa se explica pelo fato de Davi julgar Salomão como ainda moço e inexperiente para uma obra tão grande de um Deus tão grande.

 

Ao ler o texto de (1Cr 29), fica muito evidente para todos nós que a bíblia ensina que os nossos atos refletem o nosso coração. Aliás, o próprio Jesus disse que onde estivesse o nosso tesouro, ali estaria o nosso coração. Ora, se a boca fala do que está cheio o coração, quanto mais nossos atos. A obra que estava por ser feita gerou ofertas abundantes não pelas suas grandes somas e sim pelos grandes corações que a estavam movendo. Se fossemos falar de valores ficaríamos espantados, pois Davi ofertou 171 toneladas de ouro puro de Ofir e 400 toneladas de prata. O povo ofertou 255 toneladas de ouro, 310 toneladas de prata, 1026 toneladas de bronze e 5700 toneladas de ferro.  

 

Sabe queridos, o ato de ofertar a Deus é um privilégio imerecido concedido por Deus a nós. Na verdade é uma Graça da parte de Deus (2Co 8.1 – macedônios). Ofertar é uma disposição interna produzida por Deus no coração e na mente do cristão. E esta se baseia no amor. A Bíblia diz que nós amamos o Senhor porque ele nos amou em primeiro lugar.

 

Uma oferta que expresse amor precisa ser:

 

1º lugar – Com todas as nossas forças (1Cr 29.2) – Lembra do primeiro mandamento: amarás ao Senhor teu Deus com todas as tuas forças... Muitos amam ao Senhor com os lábios, com a mente, mas se esquecem de amá-lo com toda força. Muitos não fazem menor esforço para Deus e sua obra. Fazer forças para servir ao Senhor tem sido raro nos dias de hoje, e as alegações são muitas: não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho talentos, não tenho forças, estou debilitado, estou cansado...

 

Em tudo o que fazemos na obra de Deus é necessário ter forças; quando ofertamos nosso dinheiro, nossa vida, nossos talentos, nossas capacidades e habilidades, em tudo isso precisamos ter forças. Não é fácil muitas vezes obedecer a Deus quando se pensa em uma oferta de amor, já que uma oferta seja ela de que cunho for sempre exigirá sacrifício, e sacrifício exige força. Pense: Dá onde Abraão retirou forças para ir sacrificar seu único filho, Dá onde Moisés retirou forças para obedecer a Deus e ir até Faraó libertar o povo, Dá onde Paulo retirou forças para combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé?

 

A Bíblia responde em (Ef 6.10): “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder”. Como se fortalecer no Senhor senão através da fé. A fé é o alimento que nos revigora em cada decisão, em cada atitude, em cada serviço, em cada desafio, etc.

 

Quem sabe você ande cansado de servir a Deus, mas ele nos diz: Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor”. (Is 40.29).

 

Servir a Deus exige força, por isso que uma oferta de amor exige força.

 

2º lugar – Com amor (1Cr 29.3) – O amor é a grande motivação para uma oferta que agrada a Deus, seja ela financeira, de serviço ou de vida. Davi amava a casa do seu Deus, por isso ele se entregou a Ele, e deu do que melhor possuía. Alguém disse que um presente é a medida do amor, pois o tamanho do presente é sempre proporcional ao tamanho do amor.

 

e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”. (Ef 5.2)

 

Cristo se entregou por amor como uma oferta agradável a Deus por cada um de nós objetivando unicamente a salvação de todos os pecadores. Nosso modelo de amor é Cristo, por isso quando nos entregamos ao Senhor com todo o nosso coração para o servirmos e fazermos sua vontade, na verdade nós estamos expressando em nossa vida o amor de Cristo. E é exatamente este amor que deve nos mover a ofertar todos os dias, a nossa vida e tudo o que temos e somos a Ele.

 

Toda oferta, seja ela qual for, que não esteja induzida pelo amor, se torna uma oferta morta, fria, desprezível e meramente interesseira. Mas, quando oferecemos algo ao Senhor pelo amor, o agradamos pela qualidade, pela sinceridade, pela transparência, e pela disposição que ela possui.

 

Sirva ao Senhor por amor e nada mais!

 

3º lugar – Com disposição (1Cr 29.5) – Para se fazer a obra de Deus é necessário disposição. Muitos confundem vontade com disposição, confundem boa intenção com disposição. Vontade é o desejo de fazer, e disposição é uma predisposição para fazer. O coração de Davi era um coração disposto a ofertar, e por isso ele expressa sua atitude de modo a incentivar a todos ao redor a fazer o mesmo: “Quem, pois está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?

 

A bíblia nos conta em (Gn 4) a história de dois irmãos que trouxeram ao Senhor duas ofertas distintas. Abel trouxe das “primícias e da gordura” sua oferta ao Senhor, ou seja, ele deu o melhor ao Senhor. Caim, também ofertou algo ao Senhor, ele tirou alguma coisa do fruto da terra, mas não procurou fazê-lo com disposição e sinceridade. Em seu coração havia rivalidade, desprezo, ódio. Por isso o texto registra que Deus agradou-se “de Abel e de sua oferta, e de Caim e sua oferta, ele não se agradou”. A idéia aqui, é que Deus agrada-se primeiro da atitude da pessoa, para depois agradar-se de sua oferta. O fato de Abel ter ofertado das “primícias e da gordura” do seu rebanho revela a disposição de seu coração em agradar ao Senhor, e isto não vemos em Caim.

 

A disposição em nosso coração para ofertar, expressa nossa atitude antes mesmo de ofertar, e isso agrada a Deus. Isso se traduz em uma oferta de amor.

 

4º lugar – Com alegria (1Cr 29.9) – Deus ama quem dá com alegria. Dar é uma coisa, dar com alegria é outra. A alegria é o calor da oferta.  Quando há alegria no coração de um ofertante, enxergamos amor no coração de Deus. Isso significa que o amor de Deus que é derramado em nossos corações também se evidencia quando ofertamos com alegria. (ofertamos a vida, o serviço e tudo o mais com alegria).

 

“Alegrai-vos no SENHOR, ó justos, e dai louvores ao seu santo nome”. (Sl 97.12)

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. (Fp 4.4)

 

Uma oferta de amor expressa alegria e não constrangimento e tristeza.

 

5º lugar – Com liberalidade (1Cr 29.5b,9) – Liberal é o contrário do avarento. Quem é liberal serve com tudo o que tem. O liberal demonstra fé, culto, gratidão, e amor. A bíblia diz que quem semeia pouco, pouco também ceifará, mas quem semeia com fartura, com abundância também ceifará.

 

A liberalidade (generosidade) foi citada por Paulo como ensino de Jesus para que ele socorre-se os necessitados na certeza de que mais bem aventurado é dar do que receber. (At 20.35). Existe felicidade em ser generoso e isto é o galardão dos liberais. E ainda existe bençãos para o generoso, porque ele reparte do que é seu em todos os sentidos: “O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre”. (Pv 22.9).

 

Davi reconheceu em sua oração que tudo o que ele devolvia ao Senhor, vinha do Senhor (1Cr 29.11-12). Davi também teve a disposição de agradecer, pois sua oferta de amor apesar de ser na parte financeira, também reconhecia o Senhor como provedor e sustentador de todas as coisas em sua vida (1Cr 29.13-14).

 

De que maneira você tem ofertado ao Senhor a sua vida, seus talentos, seu dinheiro, seu tempo, suas habilidades e capacidades: Com toda sua força, Com amor, Com disposição, Com alegria, Liberalmente.

 

Deus não se agrada quando damos qualquer coisa, de qualquer maneira e em qualquer tempo. Deus se agrada de nossa oferta se ela for por amor.

 

Pr. Flavio Muniz

 

Última atualização em Seg, 06 de Fevereiro de 2012 15:07
 
O verdadeiro sentido do Natal PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pr. Flavio Muniz   
Sáb, 24 de Dezembro de 2011 16:42

alt(Mt 1.18-25/Mt 2.1-12/Lc 2.8-20) - Hoje é tempo de natal, e o mundo ocidental cristão católico ou evangélico define o NATAL como a celebração do nascimento de Jesus Cristo, e isto ocorre todos os anos no dia 25 de dezembro. E por incrível que pareça esta data tem sido motivo de muitas discussões entre os cristãos.

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Aspectos do meu relacionamento com Deus PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pr. Flavio Muniz   
Sáb, 26 de Novembro de 2011 22:14


altBaseado no relacionamento entre Elcana e Ana (1Sm 1. 1-18)

 

Interagir, ser correspondido, honrar o compromisso, ter cumplicidade, andar em acordo. Todas essas palavras expressam as qualidades de um relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos, e porque não dizer entre nós e o nosso Deus. Muitos nos dias de hoje, quem sabe devido ao ranço religioso e filosófico, acham que Deus é um ser impessoal, distante, frio, tirano, não atencioso, incapaz de ser amigo. Quando na realidade a Bíblia mostra o contrário. A Bíblia está repleta de textos que descrevem Deus como um ser desejoso de se relacionar em amor com seus filhos:

 

“A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança. (Sl 25.14)”

 

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”. (Jr 31.3)

 

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. (Jo 15.13)

 

“Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor”. (Jo 15.9)

 

E a Bíblia ainda descreve vários personagens que desfrutaram de um relacionamento com Deus: Enoque obteve o testemunho de ter agradado a Deus, Noé andava com Deus, Davi era um homem segundo o coração de Deus, João era conhecido como o apóstolo do amor etc.

 

Concluímos que a Bíblia é clara quanto a descrever o desejo de Deus em se relacionar em amor com seus filhos, como também é clara em descrever personagens que foram objetos do amor de Deus e que viveram um relacionamento com Deus intensamente. Então, a grande questão não é Deus querer se relacionar conosco, ou o homem querer ou recusar se relacionar com Deus, a grande questão é como nós nos relacionamos com Deus?

 

Você tem se relacionado com Deus? Como anda seu relacionamento com Deus? Como você tem se relacionado com Deus?

 

Deus sempre será uma pessoa que deseja se relacionar em amor, mas que também exige posturas das pessoas com que se relaciona. Apesar dele mesmo não se deixar ser exigido porque é Deus, sua postura pessoal é fora de qualquer comentário, já que Deus é amor, é longânimo, é benigno, é misericordioso e bom. Não é necessário exigirmos de Deus “amor” porque ele é amor... E etc.

 

Elcana era levita, descendente de Coate. Ele possuía duas mulheres: uma se chamava Penina (pérola, fértil) e a outra Ana (Graça, graciosa). Embora a poligamia fosse tolerada pela lei de Moisés (Dt 2:15-17), isso não a fazia correta e boa. A monogamia sempre foi o princípio ideal que Deus estabeleceu para a formação da família. Fato é que existia entre essas duas mulheres uma grande diferença, uma dava filhos a Elcana (Penina), e a outra não lhe dava (Ana). A bíblia diz que todas as vezes que Elcana ia cultuar ao Senhor em Siló, Penina irritava excessivamente a Ana, zombando dela por ela não lhe dar filhos. Lógico que todo esse escárnio fazia com que Ana não comesse, ficasse triste, e a cada dia ela ia se tornando mais e mais uma pessoa amargurada.

 

Elcana sempre vinha consolá-la nesses momentos e sempre deixou claro que amava mais a Ana do que a Penina, mesmo sendo ela estéril. Ana era uma mulher de Deus, uma mulher que confiava e cria no seu Deus, tanto é, que mesmo triste e abatida por não dar filhos ao seu marido ela não deixava de clamar e chorar perante o Senhor lhe pedindo um filho (1Sm 1.10-1).

 

O amor de Elcana por Ana nos ensina alguns aspectos de como deve ser o nosso relacionamento com Deus:

 

1 – A presença de Deus precisa ser priorizada

 

Tanto Elcana quanto Ana eram pessoas que priorizavam a presença de Deus em todos os momentos. Elcana era um homem fiel que temia e reverenciava o Senhor, haja vista os sacrifícios que cotidianamente oferecia a Deus como ato de fé, culto e gratidão (Vs 3). Ana vivia na casa do Senhor, servia ao Senhor, era uma mulher de oração fervorosa e intensa que derramava sua alma perante o Senhor. Ana era verdadeiramente separada por Deus, tanto é que foi o próprio Deus que cerrou sua madre para a preparar para o nascimento de um dos maiores profetas de Israel (Vs 5). Este casal priorizava a presença de Deus.

 

Quem se relaciona em amor sempre prioriza a presença do outro. Como nós que nos relacionamos com Deus não vamos priorizar. Deus nunca deixará de estar conosco, mas nós temos a tendência de nem sempre estarmos com Deus. Deixamos Deus de lado quando pecamos, quando deixamos a Palavra e a oração de lado, quando deixamos o nosso irmão de lado, quando não expressamos o seu amor em nossas palavras e atitudes e etc.


“Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar”. (Ex 33.15)


Se você quer se relacionar corretamente com Deus, priorize sempre a presença Dele, pois ela nos sustenta, nos guia,  nos fortalece, nos traz esperança e confiança.


2 – O amor precisa ser demonstrado na prática

 

Elcana não somente dizia que amava a Ana, Ele demonstrava que amava. Ao sair de sua cidade para ir a Siló ele levava animais para que servissem de sacrifício ao Senhor e para o sustento de sua família. E para Ana, a bíblia diz que ele dava porção dupla, demonstrando seu amor incondicional. E este amor incondicional podia ser comprovado pela forma que Ele se importava com o sofrimento de Ana (Vs 8). A demonstração de amor num casamento é fator essencial para um casamento forte e vitorioso. Portanto num casamento não pode faltar: Elogio, atenção, aceitação, afeição, reciprocidade, carinho, amizade constante.

 

Da mesma forma deve ser o nosso relacionamento com Deus. Quem ama a Deus demonstra que ama, não se esconde, não fica inativo, não fica ocioso. Simplesmente dizer que amamos a Deus, é muito pouco para um ser que derrama amor e graça constantemente. É muito pouco para um Pai que guarda a sua misericórdia para sempre e não nos trata segundo os nossos delitos e pecados. È muito pouco para um Deus que se despiu de sua glória e veio se relacionar conosco encarnado cheio de graça e de verdade. Nossa resposta ao amor e a graça de Deus dispensada a nós deve ser com atitudes impulsionadas e dirigidas pelo Espírito de Deus em conformidade com a Palavra desse Deus.

 

Existem várias formas de demonstrarmos nosso amor por Deus. De acordo com Jesus isto deve começar pelo primeiro e grande mandamento: Amarás ao Senhor teu Deus....de todo o teu coração, alma, entendimento e força. Amarás o próximo como a ti mesmo.

 

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele”. (Jo 14.21)

 

3 – Os planos precisam ser traçados em acordo e unidade

 

O maior sonho de Ana era ter filhos e o maior desejo de Elcana era que Deus lhe abrisse a madre para conceber. Eles tinham sonhos juntos, buscavam o mesmo objetivo juntos, nunca separados. A bíblia diz: “andarão dois juntos se não tiver entre eles acordo?”. Ana orava ao Senhor por um filho (Vs 10-11) e Elcana era parte essencial para que isto acontecesse (Vs 19). Elcana e Ana viviam em acordo e em unidade. Eles são exemplos de quando há acordo e unidade dentro de um casamento, os planos e propósitos de Deus são estabelecidos de modo natural. Podemos e devemos traçar objetivos, sonhos e projetos. Mas jamais podemos nos esquecer de fazer isso em acordo e unidade com Deus.  

 

Porque para todo propósito há tempo e modo...” (Ec 8.6a) – Em nosso relacionamento com Deus precisamos aprender a tomar nossas decisões no tempo certo e do modo pelo qual Deus deseja para que nossos propósitos não sejam frustrados. “Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti”. (Is 26.3) – Isso é fruto de uma parceria!

 

“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2.17) – Em tudo o que fazemos precisamos almejar a vontade de Deus, ter disposição para decidir pela vontade de Deus. Tudo neste mundo é passageiro, mas as promessas de Deus não são. Que possamos primar por um compromisso que valorize a vontade de Deus em todos os seus aspectos, pois suas promessas são eternas e não temporais.

 

4 – Exaltar a fidelidade de Deus pelas bênçãos recebidas

 

Ana finalmente concebe Samuel (Vs 19-20). Ela tinha total consciência de que Samuel era fruto da fidelidade do Senhor, tanto que o levou ao sacerdote Eli para que ele fosse consagrado a Deus. Para Ana o que era do Senhor deveria ser devolvido ao Senhor (Vs 26-28). Mesmo estando muito feliz por ter seu filho em seus braços, ela abriu mão do direito de ser a primeira no coração do seu filho, para que o Senhor fosse o primeiro. Isso significa exaltar a fidelidade de Deus pela benção recebida. Ana era muito grata a Deus por tudo que tinha recebido e por isso ainda fez um cântico que demonstrava a fidelidade de Deus (1Sm 2.1-2).

 

Muitas vezes em nosso relacionamento com Deus, nos pegamos meio que sem querer duvidando da fidelidade de Deus. Muitas vezes estamos insatisfeitos com suas bênçãos, mas Ele permanece fiel. Às vezes nos assustamos com as notícias ruins, mas Deus continua sendo fiel. Às vezes desanimamos com as pessoas que nos decepcionam, mas Deus continua sendo fiel. Às vezes reclamamos das provações, mas Deus continua sendo fiel. Ás vezes cedemos as tentações, mas Deus continua sendo fiel. Ás vezes nossas palavras soam como ingratidão por tudo o que ele fez e tem feito em nossas vidas, mas Ele permanece fiel.  Ana exaltou a fidelidade de Deus com gratidão e louvor, que possamos fazer o mesmo para desfrutarmos de um relacionamento ainda mais sadio com Deus.

 

Priorizar a presença de Deus, demonstrar amor na prática, planejar junto com Deus, e exaltar sua fidelidade por suas bênçãos, fazem parte de um viver diário com Deus que nos leva a desfrutá-lo de modo sadio e comprometido.

 

Que através do exemplo de amor entre Elcana e Ana possamos ser motivados a viver um relacionamento sadio, compromissado e que agrada a Deus.

 

 Pr. Flavio Muniz


Última atualização em Sáb, 26 de Novembro de 2011 22:18
 
Aspectos do meu relacionamento com Deus PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pr. Flavio Muniz   
Sáb, 26 de Novembro de 2011 22:14

Aspectos do meu relacionamento com Deus (1Sm 1. 1-18)

 

Interagir, ser correspondido, honrar o compromisso, ter cumplicidade, andar em acordo. Todas essas palavras expressam as qualidades de um relacionamento entre marido e mulher, entre pais e filhos, e porque não dizer entre nós e o nosso Deus. Muitos nos dias de hoje, quem sabe devido ao ranço religioso e filosófico, acham que Deus é um ser impessoal, distante, frio, tirano, não atencioso, incapaz de ser amigo. Quando na realidade a Bíblia mostra o contrário. A Bíblia está repleta de textos que descrevem Deus como um ser desejoso de se relacionar em amor com seus filhos:

 

“A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança. (Sl 25.14)”

 

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”. (Jr 31.3)

 

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. (Jo 15.13)

 

“Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor”. (Jo 15.9)

 

E a Bíblia ainda descreve vários personagens que desfrutaram de um relacionamento com Deus: Enoque obteve o testemunho de ter agradado a Deus, Noé andava com Deus, Davi era um homem segundo o coração de Deus, João era conhecido como o apóstolo do amor etc.

 

Concluímos que a Bíblia é clara quanto a descrever o desejo de Deus em se relacionar em amor com seus filhos, como também é clara em descrever personagens que foram objetos do amor de Deus e que viveram um relacionamento com Deus intensamente. Então, a grande questão não é Deus querer se relacionar conosco, ou o homem querer ou recusar se relacionar com Deus, a grande questão é como nós nos relacionamos com Deus?

 

Você tem se relacionado com Deus? Como anda seu relacionamento com Deus? Como você tem se relacionado com Deus?

 

Deus sempre será uma pessoa que deseja se relacionar em amor, mas que também exige posturas das pessoas com que se relaciona. Apesar dele mesmo não se deixar ser exigido porque é Deus, sua postura pessoal é fora de qualquer comentário, já que Deus é amor, é longânimo, é benigno, é misericordioso e bom. Não é necessário exigirmos de Deus “amor” porque ele é amor... E etc.

 

Elcana era levita, descendente de Coate. Ele possuía duas mulheres: uma se chamava Penina (pérola, fértil) e a outra Ana (Graça, graciosa). Embora a poligamia fosse tolerada pela lei de Moisés (Dt 2:15-17), isso não a fazia correta e boa. A monogamia sempre foi o princípio ideal que Deus estabeleceu para a formação da família. Fato é que existia entre essas duas mulheres uma grande diferença, uma dava filhos a Elcana (Penina), e a outra não lhe dava (Ana). A bíblia diz que todas as vezes que Elcana ia cultuar ao Senhor em Siló, Penina irritava excessivamente a Ana, zombando dela por ela não lhe dar filhos. Lógico que todo esse escárnio fazia com que Ana não comesse, ficasse triste, e a cada dia ela ia se tornando mais e mais uma pessoa amargurada.

 

Elcana sempre vinha consolá-la nesses momentos e sempre deixou claro que amava mais a Ana do que a Penina, mesmo sendo ela estéril. Ana era uma mulher de Deus, uma mulher que confiava e cria no seu Deus, tanto é, que mesmo triste e abatida por não dar filhos ao seu marido ela não deixava de clamar e chorar perante o Senhor lhe pedindo um filho (1Sm 1.10-1).

 

O amor de Elcana por Ana nos ensina alguns aspectos de como deve ser o nosso relacionamento com Deus:

 

1 – A presença de Deus precisa ser priorizada

 

Tanto Elcana quanto Ana eram pessoas que priorizavam a presença de Deus em todos os momentos. Elcana era um homem fiel que temia e reverenciava o Senhor, haja vista os sacrifícios que cotidianamente oferecia a Deus como ato de fé, culto e gratidão (Vs 3). Ana vivia na casa do Senhor, servia ao Senhor, era uma mulher de oração fervorosa e intensa que derramava sua alma perante o Senhor. Ana era verdadeiramente separada por Deus, tanto é que foi o próprio Deus que cerrou sua madre para a preparar para o nascimento de um dos maiores profetas de Israel (Vs 5). Este casal priorizava a presença de Deus.

 

Quem se relaciona em amor sempre prioriza a presença do outro. Como nós que nos relacionamos com Deus não vamos priorizar. Deus nunca deixará de estar conosco, mas nós temos a tendência de nem sempre estarmos com Deus. Deixamos Deus de lado quando pecamos, quando deixamos a Palavra e a oração de lado, quando deixamos o nosso irmão de lado, quando não expressamos o seu amor em nossas palavras e atitudes e etc.


“Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar”. (Ex 33.15)


Se você quer se relacionar corretamente com Deus, priorize sempre a presença Dele, pois ela nos sustenta, nos guia,  nos fortalece, nos traz esperança e confiança.


2 – O amor precisa ser demonstrado na prática

 

Elcana não somente dizia que amava a Ana, Ele demonstrava que amava. Ao sair de sua cidade para ir a Siló ele levava animais para que servissem de sacrifício ao Senhor e para o sustento de sua família. E para Ana, a bíblia diz que ele dava porção dupla, demonstrando seu amor incondicional. E este amor incondicional podia ser comprovado pela forma que Ele se importava com o sofrimento de Ana (Vs 8). A demonstração de amor num casamento é fator essencial para um casamento forte e vitorioso. Portanto num casamento não pode faltar: Elogio, atenção, aceitação, afeição, reciprocidade, carinho, amizade constante.

 

Da mesma forma deve ser o nosso relacionamento com Deus. Quem ama a Deus demonstra que ama, não se esconde, não fica inativo, não fica ocioso. Simplesmente dizer que amamos a Deus, é muito pouco para um ser que derrama amor e graça constantemente. É muito pouco para um Pai que guarda a sua misericórdia para sempre e não nos trata segundo os nossos delitos e pecados. È muito pouco para um Deus que se despiu de sua glória e veio se relacionar conosco encarnado cheio de graça e de verdade. Nossa resposta ao amor e a graça de Deus dispensada a nós deve ser com atitudes impulsionadas e dirigidas pelo Espírito de Deus em conformidade com a Palavra desse Deus.

 

Existem várias formas de demonstrarmos nosso amor por Deus. De acordo com Jesus isto deve começar pelo primeiro e grande mandamento: Amarás ao Senhor teu Deus....de todo o teu coração, alma, entendimento e força. Amarás o próximo como a ti mesmo.

 

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele”. (Jo 14.21)

 

3 – Os planos precisam ser traçados em acordo e unidade

 

O maior sonho de Ana era ter filhos e o maior desejo de Elcana era que Deus lhe abrisse a madre para conceber. Eles tinham sonhos juntos, buscavam o mesmo objetivo juntos, nunca separados. A bíblia diz: “andarão dois juntos se não tiver entre eles acordo?”. Ana orava ao Senhor por um filho (Vs 10-11) e Elcana era parte essencial para que isto acontecesse (Vs 19). Elcana e Ana viviam em acordo e em unidade. Eles são exemplos de quando há acordo e unidade dentro de um casamento, os planos e propósitos de Deus são estabelecidos de modo natural. Podemos e devemos traçar objetivos, sonhos e projetos. Mas jamais podemos nos esquecer de fazer isso em acordo e unidade com Deus.  

 

Porque para todo propósito há tempo e modo...” (Ec 8.6a) – Em nosso relacionamento com Deus precisamos aprender a tomar nossas decisões no tempo certo e do modo pelo qual Deus deseja para que nossos propósitos não sejam frustrados. “Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti”. (Is 26.3) – Isso é fruto de uma parceria!

 

“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. (1Jo 2.17) – Em tudo o que fazemos precisamos almejar a vontade de Deus, ter disposição para decidir pela vontade de Deus. Tudo neste mundo é passageiro, mas as promessas de Deus não são. Que possamos primar por um compromisso que valorize a vontade de Deus em todos os seus aspectos, pois suas promessas são eternas e não temporais.

 

4 – Exaltar a fidelidade de Deus pelas bênçãos recebidas

 

Ana finalmente concebe Samuel (Vs 19-20). Ela tinha total consciência de que Samuel era fruto da fidelidade do Senhor, tanto que o levou ao sacerdote Eli para que ele fosse consagrado a Deus. Para Ana o que era do Senhor deveria ser devolvido ao Senhor (Vs 26-28). Mesmo estando muito feliz por ter seu filho em seus braços, ela abriu mão do direito de ser a primeira no coração do seu filho, para que o Senhor fosse o primeiro. Isso significa exaltar a fidelidade de Deus pela benção recebida. Ana era muito grata a Deus por tudo que tinha recebido e por isso ainda fez um cântico que demonstrava a fidelidade de Deus (1Sm 2.1-2).

 

Muitas vezes em nosso relacionamento com Deus, nos pegamos meio que sem querer duvidando da fidelidade de Deus. Muitas vezes estamos insatisfeitos com suas bênçãos, mas Ele permanece fiel. Às vezes nos assustamos com as notícias ruins, mas Deus continua sendo fiel. Às vezes desanimamos com as pessoas que nos decepcionam, mas Deus continua sendo fiel. Às vezes reclamamos das provações, mas Deus continua sendo fiel. Ás vezes cedemos as tentações, mas Deus continua sendo fiel. Ás vezes nossas palavras soam como ingratidão por tudo o que ele fez e tem feito em nossas vidas, mas Ele permanece fiel.  Ana exaltou a fidelidade de Deus com gratidão e louvor, que possamos fazer o mesmo para desfrutarmos de um relacionamento ainda mais sadio com Deus.

 

Priorizar a presença de Deus, demonstrar amor na prática, planejar junto com Deus, e exaltar sua fidelidade por suas bênçãos, fazem parte de um viver diário com Deus que nos leva a desfrutá-lo de modo sadio e comprometido.

 

Que através do exemplo de amor entre Elcana e Ana possamos ser motivados a viver um relacionamento sadio, compromissado e que agrada a Deus.

 

 Pr. Flavio Muniz

 
Cinco lições práticas para uma vida cristã autêntica - parte final PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pr. Flavio Muniz   
Qua, 28 de Setembro de 2011 09:03


alt3ª Lição – Humildade e arrependimento sempre trazem livramento (2Cr 12.6-7,12)


“Então, se humilharam os príncipes de Israel e o rei e disseram: O SENHOR é justo. Vendo, pois, o SENHOR que se humilharam, veio a palavra do SENHOR a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve lhes darei socorro, para que o meu furor não se derrame sobre Jerusalém, por intermédio de Sisaque. Tendo-se ele humilhado, apartou-se dele a ira do Senhor para que não o destruísse de todo; porque em Judá ainda havia boas coisas”.

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