| Conhecendo sua Bíblia |
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| Escrito por Administrator | ||||||||||||||||||||||||||
| Qui, 23 de Abril de 2009 20:22 | ||||||||||||||||||||||||||
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CONHECENDO SUA BÍBLIA
Introdução:
A palavra de Deus tem sido combatida em todos os tempos. Muitos tentaram desacreditá-la, mas ela continua intacta. Este fato tem provocado admiração, pois nunca um livro manteve uma unidade tão perfeita, fato este somente comprovado pela Bíblia. A Bíblia é uma ampla biblioteca formada por livros sagrados, divididos em Antigo Testamento (AT) e o Novo Testamento (NT). Ela contém 66 livros escritos por cerca de 40 escritores de várias camadas sociais, bem como de diversos graus de cultura e foram escritos num período de aproximadamente 1.600 anos. Entre o primeiro e o último livro encontramos a revelação de um DEUS VIVO que, recebida pela fé, tem poder para transformar vidas. A Bíblia é CRISTOCÊNTRICA.
A Razão da necessidade das Escrituras
Deus se tem revelado através dos tempos por meio de suas obras, isto é, a criação (Sl 19:1-6, Rm 1:20). Mas na palavra de Deus temos uma revelação especial e muito maior.
É dupla esta revelação: a) na Bíblia, que é a palavra de Deus escrita b) em Cristo, que é a palavra de Deus viva (Jo 1:1). Esta dupla revelação tornou-se necessária devido à queda do homem.
Como temos nossas bíblias hoje:
Na primeira página temos: Bíblia Sagrada, AT, NT, tradução: João Ferreira de Almeida, Edição: ARA (ano), publicação: SBB, Índice Geral (cânon )
Cânon - grupo de livros da Bíblia aceitos como escrituras por estarem em conformidade com os padrões de inspiração divina. Vem do grego “kanon”, que significa uma regra para medir, que metaforicamente é um padrão ou regra de conduta. O emprego do termo “cânon” foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.c)
A Bíblia Sagrada
O que significa o vocábulo bíblia?
Não se encontra na Bíblia, vem do grego, língua original do NT. É derivado do nome que os gregos davam à folha de papiro preparada para a escrita “BIBLOS”, e um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado “BIBLION” e vários destes eram uma “BIBLÍA”.
Literalmente “bíblia” significa coleção de livros pequenos. Com a invenção do papel desapareceram os rolos e a palavra “biblos” deu origem a LIVRO. O nome BÍBLIA foi aplicado às sagradas escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla (séc. IV) e BÍBLIA, sendo plural, passou a ser singular, LIVRO, isto é, livro dos livros, livro por excelência.
Você sabe como eram os livros naquele tempo?
A Bíblia é um livro antigo e os livros antigos tinham a forma de rolo (Jr36:2), feitos de papiro ou pergaminho. Papiro – planta aquática que cresce junto de rios e lagos, banhados do oriente próximo, cuja entrecasca servia para escrever. É citado na Bíblia (Ex 2:3, Jó 8:11, Is 18:2). Em outras versões o papiro é citado como “junco” e de fato é um junco de grandes proporções. De papiro deriva-se papel e seu uso na escrita vem de 3000 A.C.
Pergaminho - É de pele de animais, curtida e polida, utilizada na escrita, constituindo-se um material gráfico melhor que o papiro e que também é citado na Bíblia (II Tm 4:13). A Bíblia foi originalmente escrita em forma de rolo, sendo cada livro um rolo. Por isso vemos que não estavam unidos uns aos outros como temos em nossas Bíblias. O que tornou isso possível foi a invenção do papel no século II pelos chineses, bem como o prelo (prensa) móvel em 1450 pelo alemão Gutemberg. Até então era tudo manuscrito pelos escribas, trabalho lento, laborioso e oneroso.
Por que a Bíblia é sagrada?
A definição canônica de Bíblia é: a revelação de Deus a humanidade (II Tm 3:16, II Pe 1:21). Ela é sagrada porque contém a autoridade e inspiração divina.
O Antigo e o Novo testamento
O que significa a palavra testamento? Testamento – do latim “testamentum” (termo encontrado na vulgata, que é a Bíblia em latim, que foi traduzida do grego chamada septuaginta). Na septuaginta a palavra é diatheke = concerto, pacto ou aliança (Hb 9:15-17). Testamento é a última vontade de alguém quanto à distribuição de seus bens após a morte. No AT a palavra usada é “berith”, que significa apenas concerto (antigo concerto, pacto, aliança) que veio pela lei feita no Sinai, selado com sangue de animais (Ex 24: 3-8). No NT foi feito um novo concerto através de Cristo no Calvário e selado com o seu próprio sangue (Lc 22:20, Hb 9: 11-15).Testamento significa “Aliança ou pacto.” O Velho Testamento é a aliança que Deus fez com o homem quanto à sua salvação antes de Cristo vir. O Novo Testamento é o pacto que Deus fez com o homem, quanto à sua salvação depois que Cristo veio.
Por que o Antigo e o Novo?
Porque são divisões naturais da Bíblia que representam dois pactos (Jr 31:31, Hb 8:13). OBS: A divisão do texto bíblico em capítulos e versículos não vem do original. A primeira Bíblia que trouxe essa divisão foi a Vulgata em 1555.
Como se divide o Velho Testamento?
Em cinco partes: A lei de Moisés, os livros históricos, os livros poéticos e os profetas maiores e menores.
Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico Números e Deuteronômio. Históricos: Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares (Cânticos). Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel. Profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Como se divide o Novo Testamento?
Em cinco partes: Os Evangelhos, um livro histórico, um livro profético, as epístolas paulinas e as epístolas gerais.
Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Histórico: Atos dos Apóstolos. Profético: Apocalipse Epístolas Paulinas: Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito e Filemom. Epístolas Gerais: Hebreus, Tiago, I Pedro, II Pedro, I João, II João, III João e Judas.
Alguns fatos e particularidades da Bíblia
Antes a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250 pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das escrituras.
A divisão em versículos foi feita de duas vezes: o AT em 1445, pelo Rabi Nathan e o NT em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. Stevens publicou em 1555 a Vulgata Latina, primeira Bíblia dividida em capítulos e versículos.
Þ O AT tem 929 capítulos e 23:214 versículos, o NT tem 260 capítulos e 7.959 versículos. A Bíblia toda tem 1.189 capítulos e 31.173 versículos. O número de palavras e letras depende do idioma e da versão.
As Línguas da Bíblia
Þ Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, exceto algumas passagens de Esdras, Jeremias e Daniel, que foram escritas em aramaico. O hebraico é o idioma oficial da nação israelita. A língua hebraica é chamada no AT “língua de Canaã” (Is 19:18) e “língua judaica” ou “judaico” (2Rs 18:26,28, Is 36:13).
Þ O aramaico é um idioma semítico falado desde 2000 a.C, em Arã ou Síria, que é a mesma região. (Arã é hebreu, Síria é grego). O aramaico teve influência profunda sobre o hebraico, principalmente por causa do cativeiro de Israel na Babilônia. No tempo de Cristo, o aramaico se tornou a língua popular dos judeus e nações vizinhas. O aramaico foi a língua do Senhor Jesus, de seus discípulos e da igreja primitiva, em Jerusalém. O hebraico foi de fato absorvido pelo aramaico, mas continuou sendo a língua oficial do culto divino no templo e nas sinagogas, dos rolos sagrados e dos rabinos e eruditos.
Þ O hebraico ressurgiu e tomou espaço novamente e hoje o aramaico sobrevive numa remota e pequena vila da Síria, chamada Malloula, com a população de 4000 habitantes.
Þ Todo o Novo Testamento foi escrito em Grego e a única dúvida é sobre livro de Mateus, já que alguns eruditos afirmam ter sido escrito em aramaico. Nos dias de Jesus, os judeus entendiam quase tão bem o grego como o aramaico, haja vista que a Septuaginta em grego era popular entre os judeus. O grego do NT é chamado, “koiné”, que é o grego do povo, e não o grego clássico dos filósofos. A língua grega tem 24 letras, a primeira é Alfa e a última Ômega.
O tema central da Bíblia
O Antigo Testamento descreve uma nação, o Novo Testamento descreve um homem. A nação foi estabelecida e nutrida por Deus para que desse ao mundo o homem que redimisse toda a humanidade de seus delitos e pecados reconciliando-a assim com o seu criador. O próprio Deus tornou-se homem para dar à humanidade uma idéia concreta, definida e palpável do que seja a pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus.
Deus é tal qual Jesus. Jesus era Deus encarnado em forma humana. O seu aparecimento na Terra é o acontecimento central de toda a história. Do Gênesis ao Apocalipse a Bíblia só tem uma mensagem: Jesus Cristo. Ele é o centro e o âmago da Bíblia, da história de nossas vidas. Jesus é o tema central da Bíblia e ele mesmo declara isso em (Lc 24:44, Jo 5:39). Tomando o Senhor Jesus como o centro da Bíblia, podemos resumir os 66 livros em cinco palavras referentes a ele, assim:
Preparação – Todo o AT trata da preparação para o advento dEle, Cristo. Manifestação – Os evangelhos, que tratam da manifestação de Cristo. Propagação – O livro de Atos, que trata da propagação de Cristo. Explanação – As epístolas, que são a explanação da doutrina de Cristo. Consumação – O livro do Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas preditas através de Cristo (Dr. C. l Scofield).
A Bíblia é ou contém a palavra de Deus ?
Se estudarmos os livros contidos na Bíblia, se conhecermos o seu conteúdo, acharemos em todos eles uma unidade de pensamento a indicar que uma mente única inspirou a escrita e a compilação de toda a escritura sagrada. A Bíblia traz em si o sinete do seu autor, que é em sentido único e distintivo, a palavra de Deus. A Bíblia não é o relato do homem sobre os seus esforços por encontrar a Deus, porém a narração do esforço de Deus por se revelar ao homem, é o registro do próprio Deus, quanto ao seu trato com os homens, na revelação que faz de si mesmo à raça humana; é a vontade revelada do criador do homem transmitida ao homem pelo próprio criador, para lhe servir de instrução e direção nos caminhos da vida.
Quais foram os escritores da Bíblia?
Os escritores foram reis e príncipes, poetas e filósofos, profetas e estadistas. Alguns eram instruídos em todo o conhecimento da sua época e outros eram pescadores sem cultura. O interessante é que os escritores escreveram em quase toda forma de estilo literário imaginável. Ainda assim, quando tudo que escreveram foi reunido em um volume, existia unidade e harmonia maravilhosas do início ao fim. Isto só pode ser explicado de uma forma: existia uma mente dominante elaborando tudo. Cada parte das escrituras foi inspirada por uma só pessoa: Deus. (II Tm 3:16,17)
O cânon da Bíblia - sua formação, divisão e evolução
Cânon - grupo de livros da Bíblia aceitos como escrituras por estarem de conformidade com os padrões de inspiração divina. Vem do grego “kanon”, que significa uma regra para medir, que no sentido religioso é aquilo que serve de norma e regra. O emprego do termo cânon foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.c) A igreja Reformada reconhece como cânon os livros aceitos pelos judeus, ou seja, 39 livros do AT e mais os 27 do NT, e rejeita porém, os apócrifos que foram incluídos na Vulgata de Jerônimo e reconhecidos como inspirados pela igreja Católica Romana no Concílio de Trento (1545-1563).
O cânon do Antigo Testamento
Na época patriarcal a revelação divina era transmitida escrita e oralmente. A escrita já era conhecida na palestina séculos antes de Moisés e a arqueologia tem provado isto encontrando inúmeras inscrições, placas, sinetes e documentos antediluvianos. O cânon do Antigo Testamento, como temos atualmente, ficou completo desde o tempo de Esdras, após 445 a.C. O cânon hebraico é composto de 24 livros, começando em Gênesis e terminando em Crônicas. Entre os judeus ele tem 3 divisões, as quais Jesus citou em Lc 24:44 e Mt 23:35. Esdras, contemporâneo de Neemias, foi hábil escritor da lei de Moisés e presidiu a chamada Grande Sinagoga, que selecionou e preservou os rolos sagrados, determinando, dessa maneira, o cânon das escrituras do Antigo Testamento (Ed 7:10,14). Essa Grande Sinagoga era um conselho composto por 120 membros que se diz ter sido organizado por Neemias, por volta de 410 a.C, sobre a presidência de Esdras. Foi essa entidade que reorganizou a vida religiosa nacional dos repatriados e, mais tarde, deu origem ao Sinédrio, aproximadamente em 275 a.C. A Esdras é atribuída a tríplice divisão do cânon. A formação do cânon foi gradual.
A divisão do cânon hebraico
Considerações fundamentais: 1- A Bíblia é auto-autenticável e os concílios eclesiásticos só reconheceram (não atribuíram) a autoridade inerente aos próprios livros. 2- Deus guiou os concílios de modo que o cânon fosse reconhecido. A divisão do cânon do Antigo Testamento A nossa divisão em 39 livros vem da Septuaginta, através da Vulgata Latina. A Septuaginta foi a primeira tradução das Escrituras, feita do hebraico para o grego, cerca de 280-285 a.C. Também a ordem dos livros por assuntos nas nossas Bíblias vem dessa famosa tradução. O Antigo Testamento foi escrito no espaço de mais ou menos 1.046 anos, de 1491 a 445 a.C, isto é, de Moisés a Esdras. Os princípios de canonicidade dos livros do AT 1- Tem autoridade divina? É um “assim diz o Senhor”? 2- Foi escrito por um homem de Deus? É autêntico? 3- Tem poder para transformar vidas? 4- Foi aceito pelo povo de Deus, lido e usado como regra de vida e fé? 5- Tem o testemunho do próprio Deus?
Data do reconhecimento e fixação do cânon do Antigo Testamento
Em 90 d.C, em Jâmnia, perto da moderna Jope, em Israel, os rabinos reunidos num concílio sob a presidência de Johanan Ben Zakai, reconheceram e fixaram o cânon do Antigo Testamento. Houve muitos debates acerca da aprovação de certos livros, especialmente os “Escritos”. Note-se, porém, que o trabalho desse concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito por todos os judeus através de séculos. Após a destruição de Jerusalém em 70 d.C, Jâmnia tornou-se a sede do Sinédrio.
Breve resumo sobre a formação e evolução do cânon do Antigo Testamento
A formação deste cânon foi gradual. Houve originalmente a transmissão oral, como se vê em Jó 15:18. Cremos que começando por Moisés, à medida que os livros eram escritos, eram postos no tabernáculo junto com o grupo de livros sagrados. Esdras reuniu todos e os colocou em ordem como coleção completa. Destes originais eram feitas cópias manuscritas para as sinagogas e assim se disseminavam os livros.
Þ Obs: Nos dias de Jesus este livro chamava-se “Escrituras” (Mt 26:54) e os escritores do NT reconheceram o AT, pois há cerca de 300 referências diretas e indiretas.
O cânon do Novo Testamento
Como no Antigo Testamento, homens inspirados por Deus escreveram aos poucos os livros que compõem o cânon do Novo Testamento. Sua formação levou apenas duas gerações, quase 100 anos.
A divisão do cânon do Novo Testamento
A ordem dos 27 livros do Novo Testamento, como temos atualmente em nossas Bíblias, vem da Vulgata, e não leva em conta a seqüência cronológica.
Os princípios de canonicidade dos livros do NT
1) Apostolicidade - O livro foi escrito ou influenciado por algum apóstolo? 2) Conteúdo - O seu caráter espiritual é suficiente? 3) Universalidade - Foi amplamente aceito pela igreja? 4) Inspiração - O livro oferecia prova interna de inspiração?
Data do reconhecimento e fixação do cânon do Novo Testamento
Em 367 Atanásio, que era patriarca de Alexandria, publicou uma lista dos 27 livros canônicos, os mesmos que hoje possuímos. Esta lista foi aceita pelo concílio de Hipona (África) em 393 d.C.
A data de reconhecimento ocorreu no concílio de Cartago, em 397 d.C. Nessa ocasião, foi definitivamente reconhecido e fixado o cânon do Novo Testamento. Como se vê, houve um amadurecimento de 400 anos.
Breve resumo sobre a formação e evolução do cânon do Novo Testamento
Em 100 d.C todos os livros do Novo Testamento estavam escritos. O que demorou foi o reconhecimento canônico, devido ao cuidado e escrúpulo das igrejas de então, que exigiam provas concludentes da inspiração divina de cada um desses livros. Podemos citar como exemplo as epístolas de Pedro, João e Judas, que foram duramente debatidas e houve muita relutância para aprová-las. Outra coisa que motivou a demora na canonização foi o surgimento de escritos heréticos e espúrios com pretensão de autoridade apostólica. Trata-se dos livros apócrifos do Novo Testamento, fato idêntico ao acontecido nos tempos do encerramento do cânon do Antigo Testamento. As epístolas de Paulo foram os primeiros escritos do NT.
Datas e períodos sobre o cânon em geral
O Antigo Testamento foi escrito no espaço de mais ou menos 1046 anos, de 1491 a 445 a.C, ou seja, de Moisés a Esdras. Já o Novo Testamento foi completado em menos de 100 anos, pois seu último livro, o Apocalipse, foi escrito cerca de 96 d.C. Isto é, dá um total de 1142 anos para a formação de ambos os testamentos (1046+96). Precisamos também levar em consideração que a cronologia bíblica é sempre aproximada, pois os povos orientais não tinham um sistema fixo de computação de datas.
Þ Cronologia de todo cânon - 1046 (AT) + 96 (NT) + 400 (período interbíblico) = 1542 anos. Por isso se diz que a Bíblia foi escrita em 16 séculos (1542 anos). O cânon abrange na história um total de 1542 anos, porém foi escrito em 1142 anos aproximadamente. Os Livros Apócrifos
Nas Bíblias de edição da igreja Romana, o total de livros é 73, porque essa igreja desde o concílio de Trento em 1546 incluiu no cânon do Antigo Testamento 7 livros apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros canônicos, acrescentando assim ao todo 11 livros apócrifos. A palavra “apócrifo” significa literalmente, “escondido, oculto” e é usada em referência a livros que tratavam de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa “não genuíno”, “espúrio”, desde sua aplicação por Jerônimo. Os apócrifos foram escritos no período interbíblico, ou seja entre o Novo e o Antigo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina. E isto basta para tirar-lhes qualquer pretensão de canonicidade. Josefo rejeitou-os totalmente, nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico, jamais foram citados por Jesus e muito menos reconhecidos pela igreja primitiva.
Þ A primeira edição da Bíblia romana com os apócrifos deu-se em 1592 com a autorização do Papa Clemente VIII. Os reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos colocando-se entre o Antigo e o Novo Testamento, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário e histórico. Isto continuou até 1629. Após este ano, os evangélicos os omitiram de vez nas Bíblias editadas, para evitar confusão entre o povo simples que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo.
Þ A aprovação dos apócrifos pela igreja romana é tida como uma intromissão dos católicos em assuntos judaicos, porque quanto ao cânon do AT, o direito é dos judeus e não de outros. Além disso, o cânon do AT estava completo e fixado havia muitos séculos.
O nome dos livros apócrifos
Os 7 apócrifos estão inseridos todos no Antigo Testamento. A aprovação deles pela igreja católica romana deu-se no concílio de Trento, em 18 de abril de 1546 em meio a muita controvérsia, a fim de combater o movimento da reforma protestante.
Seus títulos são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (não confundir com o livro canônico Eclesiastes), Baruque, I Macabeus, II Macabeus, Ester (a Ester 10:4-16:24), Cântico dos três Santos Filhos (a Daniel 3:24-90), História de Suzana (a Daniel 13), Bel e o Dragão (a Daniel 14). Na realidade são 14 os escritos apócrifos: dez livros e quatro acréscimos a livros. Antes do concílio de Trento a igreja romana aceitava todos, mas depois passou a aceitar apenas onze: sete livros e os quatro acréscimos. A igreja Ortodoxa Grega mantém os 14 até o dia de hoje.
Outros Livros apócrifos
Existem ainda outros escritos espúrios relacionados com o AT e o NT, que são chamados de pseudo-epigráficos. Todos são na maioria de natureza apocalíptica e nunca foram reconhecidos por nenhuma igreja. Os do AT chegam a 26 e os do NT somam 24. Em resumo, o que temos que saber sobre os livros apócrifos é o seguinte:
1) Aos nossos 39 livros canônicos do Antigo Testamento, os católicos os chamam de protocanônicos. 2) Os sete livros, que chamamos de apócrifos, os católicos os chamam de deuterocanônicos. 3) Os livros que chamamos de pseudo-epigráficos, eles chamam de apócrifos. A Inspiração das Escrituras
As Escrituras são de origem divina, isso é assunto resolvido. Deus, na sua palavra, é testemunha concernente a si mesmo. E quem tem o Espírito Santo deposita sua confiança nela como palavra de Deus. Portanto, sob o ponto de vista legal, a Bíblia não pode estar sujeita a provas e argumentos. Vamos apresentar algumas provas da Bíblia como palavra de Deus, não para crermos que ela é divina, e sim porque cremos que ela é divina!
A diferença entre inspiração e revelação
Inspiração – No sentido fisiológico – a entrada do ar nos pulmões, e é por isso que temos fôlego para falar. Deus para falar a sua palavra através dos escritores da Bíblia inspirou neles o seu Espírito. Portanto, inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro.
Revelação – É a ação de Deus pela qual ele dá a conhecer ao escritor coisas desconhecidas, o que o homem por si só não podia saber (Moisés, José, Daniel, Paulo). Revelação é a operação divina que comunica ao homem fatos que a razão humana é insuficiente para conhecer. É, portanto, a operação divina que comunica a verdade de Deus ao homem (I Co 2:10) Teorias falsas da inspiração da Bíblia
Teoria da inspiração natural, humana – ensina que a Bíblia foi escrita por homens dotados de gênio e força intelectual especiais, como também o foram Sócrates, Camões e outros.
Teoria da inspiração divina comum – ensina que a inspiração dos escritores da Bíblia é a mesma que hoje nos vem quando oramos, pregamos, cantamos, etc.. Isto é errado porque a inspiração para os escritores bíblicos era temporária e não gradativa como a nossa. Um exemplo disso era os profetas dizerem: “E veio a mim a palavra do Senhor” (momento).
Teoria da inspiração parcial – ensina que algumas partes da Bíblia são inspiradas e que outras não. Absurdo! Como saber que parte foi inspirada ou não?
A teoria do ditado verbal – Ensina a inspiração da Bíblia só quanto as palavras, não deixando lugar para a atividade e estilo do escritor, o que é patente em cada livro. Lucas, por exemplo, fez cuidadosa investigação de fatos conhecidos (Lc 1:4). Esta falsa teoria faz dos escritores verdadeiras máquinas, que escreveram sem qualquer noção de mente e raciocínio. Deus não falou pelos escritores como quem fala através de um alto-falante. Deus usou as faculdades mentais deles.
Teoria correta da inspiração da Bíblia
Teoria de inspiração plenária ou verbal – Ensina que todas as partes da Bíblia são igualmente inspiradas; que os escritores não funcionaram como máquinas inconscientes, que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espírito de Deus que os capacitava. Afirma também que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu vocabulário, porém sob uma influência tão poderosa do Espírito Santo, que o que eles escreveram foi a palavra de Deus. Explicar como Deus agiu no homem é difícil, mas quando aceitamos Jesus como salvador aceitamos também a palavra de Deus como revelação de Deus para nós. A inspiração plenária cessou ao ser escrito o último livro do NT. Depois disso, nem mesmo os próprios escritores nem ninguém pode ser chamado inspirado no mesmo sentido.
Provas de sua inspiração divina
1º prova – Ela é tão divina que é chamada “Palavra de Deus”
O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros é sua inspiração divina (Jó 32:8, II Tm 3:16, II Pe 1:21). É devido à inspiração que ela é chamada “palavra de Deus”.
2º prova – perfeita harmonia e unidade da Bíblia
A Bíblia chegar até os nossos dias só se explica como um milagre. Há 66 livros, cerca de 40 escritores, período de 16 séculos. Esses homens não se conheciam, viviam em lugares distantes de três continentes diferentes, escreveram em duas línguas principais, e devido a isso em muitos casos os autores nem sabiam o que já havia sido escrito. Às vezes um escrevia e séculos depois um outro completava aquele escrito com riqueza de detalhes, somente um livro de Deus poderia ser assim. Os autores tinham atividades bem diferentes: Moisés (príncipe e legislador), Josué (comandante), Davi (rei, poeta), Isaías (estadista), Pedro, Tiago e João (pescadores), Amós (homem do campo). Além de tudo isso os livros foram compostos em lugares diferentes: na cidade, no campo, no palácio, ilhas, prisões, desertos. Apesar de tantas diferentes condições, a mensagem da Bíblia é sempre única e contém uma harmonia fantástica, sem haver contradição doutrinária, histórica ou científica. Também não há erros nela e sim dificuldades.
3º prova – Aprovação da Bíblia por Jesus
Muitas pessoas crêem em Jesus por seus milagres, mas não crêem na Bíblia. Elas precisam conhecer a posição de Jesus sobre a Bíblia. Jesus leu-a (Lc 4:16-20), ensinou-a (Lc 24:27), chamou-a de palavra de Deus (Mc 7:13), cumpriu-a (Lc 24:44) e esta citação refere-se a todo AT, pois era a divisão do cânon hebraico usado na sua época. E não devemos esquecer a declaração de (Jo 14:26, 16:13,14) que também tem o selo de sua aprovação.
4º prova – Cumprimento fiel das profecias da Bíblia
Muitas profecias da Bíblia já se cumpriram no passado, em sentido parcial ou total, muitas outras se cumprem em nossos dias, e muitas outras se cumprirão no futuro. As profecias a respeito do Messias proferidas séculos antes do seu nascimento, cumpriram-se literalmente e com toda a precisão, quanto ao tempo, local e outros detalhes. Mais de trezentas profecias foram cumpridas pelo próprio Jesus Cristo durante sua primeira vinda.
Tradução, Tradutores e Versões Manuscritos originais Manuscrito originai, isto é, saído das mãos do escritor, não existe nenhum conhecido no momento. Deus na Sua providência permitiu isso. Se existisse algum, os homens o adorariam mais do que o seu divino autor. A serpente de metal posta entre os israelitas como meio de auxilio à fé em Deus (Nm 21:8,9; Is 45:22), foi depois idolatrada por eles (II Reis 18:4). Deus cuidou do sepultamento de Moisés e ocultou o seu local porque certamente o povo adoraria seu corpo, (Dt 4:5,6). Satanás tinha interesse na idolatria e contendeu com o arcanjo que procedeu ao funeral de Moisés (Jd 9). Milhões, em muitas terras adoram a cruz de Cristo, ao invés do Cristo da cruz. É também o caso da virgem mãe de Jesus Cristo, que milhões adoram-na mais do que ao filho. Além disso, temos a considerar o seguinte, historicamente, quanto a inexistência de manuscritos originais: 1) Era costume dos judeus enterrarem os manuscritos estragados pelo uso ou qualquer outra causa, para evitar sua mutilação ou interpolação espúria.
2) Os reis idólatras e ímpios de Israel podem ter destruído muitos ou contribuído para isso, como é o caso descrito em Jr 36:20-26.
3) O rei Antíoco Epífanes, da Síria (175 - 164 a.C), durante seu reinado dominou sobre toda a Palestina. Foi homem extremamente cruel. Tinha prazer em aplicar torturas. Decidiu exterminar a religião judaica. Assolou Jerusalém em 168 a.C profanando o templo e destruindo todas as cópias que achou das Escrituras.
4) Nos dias do feroz imperador romano Diocleciano (284-302 A.D.), os perseguidores dos cristãos destruíram quantas cópias acharam das Escrituras. Durante dez anos Diocleciano mandou vasculhar o império visando destruir todos os escritos sagrados. Chegou a crer que tivesse destruído tudo, pois mandou cunhar uma moeda comemorando tal vitória.
A literatura judaica afirma que a missão da chamada Grande Sinagoga, presidida por Esdras, foi reunir e preservar os manuscritos originais do Antigo Testamento - os de que se serviram os Setenta no preparo da Septuaginta - a primeira tradução das escrituras. Os textos em línguas originais de que se utilizam os atuais eruditos no preparo das modernas versões, são reproduções de atuais cópias de originais.
Cópias de manuscritos originais Há inúmeras cópias em várias partes do mundo. Discorrer sobre elas foge ao escopo desta obra. Esses manuscritos existentes harmonizam-se admiravelmente, assegurando-nos assim da sua autenticidade. Uma confirmação disso vemos nos manuscritos do Mar Morto. Resumo: Em 1947, próximo ao Mar Morto foi descoberto um manuscrito do profeta Isaías, em forma de rolo, escrito em hebraico, datado do ano 100 a.C sendo assim mais velho que o mais antigo manuscrito bíblico até então conhecido! (Muitos outros foram também encontrados e centenas de fragmentos de outras obras). Pois bem, o texto desse manuscrito quando comparado com o das nossas Bíblias, concorda plenamente. Esta é uma prova singular da autenticidade das Escrituras, ao considerarmos que o citado manuscrito de Isaías tem agora mais de 2.000 anos de existência! Os manuscritos bíblicos são sempre indicados pela abreviatura MS. Þ Era preciso a tradução da Bíblia para dar cumprimento às palavras de Jesus após ressuscitar: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho” (Mc 16:15). Ora o mundo está dividido em nações, tribos e povos, cada qual com suas línguas. Hoje, quando vemos as Escrituras traduzidas em mais de 1.700 línguas, sabemos que aquele que comissionou os discípulos para tão grande obra proveria também os meios para a sua realização.
A Bíblia é repleta de versões, citaremos algumas e falaremos das que julgamos principais:
a) Versões Semíticas – O Pentateuco samaritano, Os targuns. b) Versão Grega – A Septuaginta c) Versão Siríaca – A peshito d) Versões Latinas – A antiga versão latina, A ítala, A revisão de Jerônimo, A Vulgata Latina e) Versões Européias – versões inglesas, versão Alemã. f) Versões em Português – A versão de Almeida, a versão de Figueiredo, Rhoden, Matos Soares.
Quem foi João Ferreira de Almeida?
Nasceu em Torres de Tavares, em Portugal,em 1628. Foi ministro do evangelho da igreja reformada holandesa, em Batávia, então capital da ilha de Java, na Oceania (Batávia é agora a moderna Djakarta, capital da Indonésia) Java era domínio holandês, conquistada aos portugueses. Almeida traduziu primeiro o NT, terminando-o em 1670. Em 1681 foi ele impresso em Amsterdam, Holanda, isto é, 100 anos antes da primeira edição católica da Bíblia – a de Figueiredo em 1781. Almeida traduziu o AT até Ez 48:21, quando então faleceu em 1691.
Missionários amigos terminaram sua tradução, especialmente Jacob Opden Akker. Seu AT foi publicado em 1753 em Amsterdã, data em que foi publicada a primeira Bíblia completa em português. A SBBE começou a publicar o texto de Almeida em 1809, publicando a Bíblia completa pela primeira vez em 1819.
Þ A Bíblia foi traduzida pela primeira vez por completo em português por um pastor evangélico.
Edição Revista e Atualizada
O texto de Almeida não era muito bom por ele ter deixado Portugal muito cedo e não ter cultura profunda. O texto de Almeida foi revisado em 1894 e 1925. Em 1951, a Imprensa Bíblica Brasileira (organização batista independente) publicou a “Edição Revista e Corrigida” (ARC). Uma comissão de especialistas brasileiros trabalhando de 1945 a 1955, apresentou recentemente a “Edição Revista e Atualizada” (ARA). É uma obra magnífica com linguagem qualificada e de melhor tradução. O NT foi publicado em 1951 e o AT em 1958, a publicação é da SBB.
Sociedade Bíblica do Brasil e outras entidades publicadoras evangélicas no Brasil
Há no Brasil três entidades evangélicas publicadoras e distribuidoras de Bíblias. A primeira é a IBB fundada em 1940. A segunda é a SBB fundada em 10, 06, 1948, resultante da fusão das agências SBA e SBBE que funcionavam no Brasil. A terceira é a SBT (Sociedade Bíblica Trinitariana) com sede em SP.
ü A mais antiga sociedade bíblica do mundo é a SBBE fundada em 1804 e a segunda é a SBA fundada em 1816. ü A Bíblia foi impressa a primeira vez no Brasil, em 1944, pela IBB ü O Brasil ocupa o 2º lugar na distribuição de Bíblias em todo mundo.
Quem foram os outros tradutores de outras versões?
Septuaginta (LXX) – Versão grega do AT feita em Alexandria, principiada em 280 a.C aproximadamente, sob o comando de Ptolomeu II. Foi feita por 72 escribas judeus. Foi esta versão que situou e dividiu os livros por assuntos como temos hoje: lei, história, etc. De 72 derivou-se o nome Septuaginta.
Vulgata Latina – Nova versão da Bíblia feita por Jerônimo em 387-405 d.C Tradução do hebraico para o latim. Vulgata, do latim “vulgos”= povo, isto é versão popular, corrente. Por mil anos a vulgata foi a Bíblia de quase toda a Europa. Foi decretada como a Bíblia oficial da igreja Católica no Concílio de Trento em 08, 04, 1546.
Nesta oportunidade foram acrescentados sete livros apócrifos no cânon do AT e quatro apêndices.
Padre Antônio Pereira de Figueiredo – Versão de Figueiredo- português, levou 17 anos para o preparo da versão e publicou o NT em 1781 e o AT em 1790- tradução da Vulgata.
Tradução Brasileira – começou em 1904 por uma comissão de vultos do evangelismo brasileiro nomeada pela SBA e SBBE, em 1910 publicou-se o NT e em 1917 o AT.
Versão de Rhoden – Padre brasileiro de Santa Catarina quando começou a versão, mas largou a igreja católica- traduziu só o NT que foi publicado em 1935.
Versão de Matos Soares- Padre brasileiro, traduziu a Vulgata e concluiu a tradução em 1932, mas só em 1946 foi publicada. É a Bíblia popular dos católicos brasileiros.
Afirmações de Homens notáveis a respeito da Bíblia: “É impossível governar bem o mundo sem Deus e sem a Bíblia”. “A Bíblia não é um simples livro, senão uma criatura vivente, dotada de uma força que vence a quantos se lhe opõem”. “Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana”. “A Bíblia é o maior documento ao alcance da raça humana”. |
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| Última atualização em Ter, 05 de Outubro de 2010 00:25 |





