| Isaías - O livro |
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| Escrito por Flavio Santos | |||||||||||||||||||||||||
| Qua, 15 de Abril de 2009 11:10 | |||||||||||||||||||||||||
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ISAIAS - O PROFETA MESSIÂNICO
O LIVRO DE ISAÍAS - Isaías é uma Bíblia em miniatura. Os primeiros 39 capítulos - como também os 39 livros do A.T. - estão repletos de juízo sobre os homens idólatras. Judá pecou; as nações ao redor pecaram; a terra toda havia pecado. O juízo viria, pois Deus não poderia permitir que o pecado em tal proporção continuasse sem punição. Mas os 27 capítulos finais - como os 27 livros do N.T. - trazem uma mensagem de esperança. O Messias chegará como Salvador e Soberano para levar uma cruz e usar uma coroa. O ministério profético de Isaías cobre um período de quatro reinados em Judá e entende-se por pelo menos 40 anos. Yesha'yahu e sua forma reduzida Yeshaiah significam "Yahweh é Salvação" Este nome é um excelente resumo do conteúdo do livro. A forma grega presente na Septuaginta é Hesaias, e a latina e Esaias.
O AUTOR DE ISAÍAS - Isaías, o "São Paulo" do Antigo Testamento, pertenceu, evidentemente, a uma família judaica distinta. Sua erudição fica clara através do vocabulário e estilo impressionantes. Sua obra é ampla em ²escopo e foi comunicada maravilhosamente. Isaias tinha contato próximo com a corte real, mas suas exortações contra as alianças com os poderes estrangeiros nem sempre foram bem recebidas. Este grande poeta e profeta era determinado, sincero e compassivo. Sua esposa era chamada de profetisa, e ele teve pelo menos dois filhos (Is 7.3; 8.3). Passou a maior parte do tempo em Jerusalém, e a tradição talmúdica diz que os seus perseguidores o serraram ao meio durante o reinado de Manasses (Cf Hb 11.37).
A unidade do livro tem sido contestada por críticos que sustentam que existia mais de um autor do livro. Segundo esses críticos dos sessenta e seis capítulos do livro, menos de 20 pertencem ao profeta do século VIII a.C. que viveu em Jerusalém e atuou durante os governos dos reis Jotão, Acaz e Ezequias. Estes quase vinte capítulos estão concentrados na primeira parte do livro, em Is 1-39, que a crítica chama de Proto-Isaías, e alegam que apresentam um pano de fundo assírio, e os restantes apresentam mensagem contra a Babilônia, entretanto um estudo aprofundado no livro de Isaías mostrará que a Babilônia também é mencionada pelo menos duas vezes mais nos capítulos 1-39 do que nos subseqüentes. Os críticos dizem que os capítulos 40-55 foram produzidos por um profeta anônimo durante o exílio babilônico, e chamam este profeta pelos apelidos de Dêutero-Isaías, Segundo Isaías, Isaías Junior....Ainda, segundo os críticos, depois do exílio, em Judá, forma escritos os capítulos 56-66 e vários outros que estão dentro de Is 1-39 por outros profetas anônimos. Segundo eles, Is 56-66 é chamado hoje de Trito-Isaías ou Terceiro Isaías. Os críticos dizem que existiam grandes diferenças na linguagem, no estilo e na teologia das duas seções. Na verdade, as semelhanças são maiores que as diferenças entre 1-39 e 40-66. Isto inclui similaridade de pensamentos, imagens, ornamentos retóricos, expressões e características locais. É verdade que a primeira seção é mais sucinta e racional, enquanto que a segunda é mais fluente e emocional, mais muito disso se deve ao assunto: condenação versus consolação. Os críticos costumam esquecer que o conteúdo, à época e as circunstâncias normalmente afetam o estilo do autor.
Além disso, não há nenhuma contradição teológica entre a ênfase no Messias com Rei em 1-39 e o Servo Sofredor de 40-66. Embora a ênfase seja diferente, o Messias é visto em ambas as seções como Servo e Rei. Outro argumento dos críticos é que Isaías não poderia ter previsto, com 150 anos de antecedência, o cativeiro babilônico e o retorno sob o reinado de Ciro (citado pelo nome em Is 44 e 45). Esta visão está baseada na suposição de que a profecia divina não existia, rejeitando assim todos os clamores proféticos do livro (ler Is 42.9). Esta teoria não pode explicar as maravilhosas profecias messiânicas de Isaías que foram literalmente cumpridas na vida de Cristo.
A unidade de Isaías é apoiada pelo Livro de Eclesiástico, a Septuaginta e o Talmude. O Novo Testamento também defende que Isaías tenha escrito o livro completo. Jo 12.37-41 cita Is 6.9-10 e 53.1 e atribui essas duas passagens a Isaías. Em Rm 9.27 e 10.16-21, Paulo cita Is 10; 53; 65 e dá crédito das passagens a Isaías. O mesmo vale para Mt 3.3 3 12.17-21, Lc 3.4-6 e At 8.28. Se os capítulos 40-66 foram escritos por outro profeta depois dos eventos terem acontecidos, a obra é corrupta e enganosa. Além disso, ela levaria à estranha conclusão de que o maior profeta de Israel é o único profeta do Antigo Testamento que escreve sem revelar o seu nome.
O TEMPO DE ISAÍAS - O longo ministério de Isaías perdurou de 740-680 a.C. Ele eu início ao trabalho ministerial próximo do final do reinado de Uzias (790-739 a.C) e continuou pelos reinados de Jotão (739-731 a.C), Acaz (731-715 a.C.) e Ezequias (715-686 a.C.). A Assíria estava crescendo em poder sob Tiglate-Pileser, o qual se dirige ao ocidente depois de suas conquistas no oriente. Ele atacou as pequenas nações que se espalhavam pela costa de Mediterrâneo, incluindo Israel e uma parte de Judá. Isaías viveu durante esse tempo de ameaça militar contra Judá e advertiu os reis a não fazerem alianças com outros países, mas sim confiarem no poder de Yahweh. Como contemporâneo de Oséias e Miquéias, ele profetizou durante os últimos anos do Reino do Norte, mas ministrou ao reino de Judá, o qual começava a seguir os mesmos caminhos pecaminosos de seu irmão Israel. Depois do fim do reino de Israel, em 722 a.C, ele advertiu Judá sobre o juízo a promovido não pela Assíria, mas pela Babilônia, embora a Babilônia ainda não tivesse alcançado o poder. Isaías ministrou do tempo de Tiglate-Pileser (745-727 a.C.) a Senaqueribe (705-681 a.C) da Assíria. Ele ultrapassou o reinado de Ezequias em alguns anos, visto que em Is 37.38 encontramos o registro da morte de Senaqueribe em 681 a.C. Ezequias foi sucedido pelo seu filho Manasses, ímpio que destruiu a adoração a Yahweh e que, sem dúvida era opositor ao profeta.
O CRISTO DE ISAÍAS - Quando fala de Cristo, Isaías mais parece um escritor do Novo Testamento do que um profeta do Antigo Testamento. Suas profecias messiânicas são mais claras e mais explicitas que quaisquer outras do Antigo Testamento. Elas descrevem diversos aspectos da pessoa e obra de Cristo em seu primeiro e segundo advento, muitas vezes juntando os dois. Eis algumas profecias Cristológicas e o seu cumprimento no Novo Testamento:
O Antigo Testamento tem mais de 300 profecias sobre a primeira vinda de Cristo, e Isaías com grande número delas. As chances de que oito dessas profecias pudessem se cumprir em apenas uma pessoa já é um prodígio da esta da estatística. As profecias messiânicas de Isaías que se cumprirão na segunda vinda de Cristo são: Is 4.2; 11.2-6,10; 32.1-8; 49.7; 52.13,15; 59.20-21; 60.1-3; 61.2-3.
O trecho de Isaías 52.13-53.12 é a passagem central da seção da consolação (40-66). Suas cinco estrofes apresentam cinco diferentes aspectos da obra salvadora de Cristo:
AS CHAVES PARA ISAÍAS - Palavra Chave: a salvação vem do Senhor. O tema básico deste livro é encontrado no nome de Isaías: "A salvação vem do Senhor". A palavra salvação aparece 27 vezes em Isaías, mas somente 06 vezes em todos os outros profetas juntos. Os capítulos 1-39 registram a grande necessidade de salvação que o homem tem; os capítulos 40-66 mostram a provisão de Deus nesse sentido. A salvação vem exclusivamente de Deus, e não há como o homem obtê-la por outro meio. Isaías adverte solenemente a Judá quanto à aproximação do julgamento em função da depravação moral, corrupção política, injustiça social e, especialmente, idolatria. Visto que a nação não se desvia de seus caminhos pecaminosos, Isaías anuncia a derradeira derrota de Judá. Apesar disso, Deus ainda continua fiel à sua aliança, preservando o remanescente fiel e prometendo salvação e libertação através do Messias que viria. O Salvador virá de Judá e fará a obra dupla de redenção e restauração. Os gentios se achegarão à sua luz, e a benção universal será, finalmente derramada.
Versos-chave: Isaías 9.6-7; 53.6. "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto" Is 9.6-7.
"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre Ele à iniqüidade de nós todos" Is 53.6.
Capítulo-chave: Isaías 53. Juntamente com o Salmo 22, Isaías relata as mais notáveis e especificas profecias sobre a expiação a ser trazida pelo Messias. A nação judaica verá o Messias Jesus cumprindo claramente cada profecia.
ANÁLISE DE ISAÍAS - Isaías, o "Shakespeare" dos profetas, tem sido freqüentemente chamado de o "profeta evangélico", em função de suas incrivelmente claras e detalhadas profecias messiânicas. O "evangelho segundo Isaías" possui três seções principais, conforme o quadro abaixo:
Profecias Condenatórias (1-35). A primeira mensagem de condenação de Isaías é direcionada aos seus compatriotas de Judá (1-12). Is 1 é uma mensagem encapsulada de todo o livro. Judá está assolada pela doença moral e espiritual; o povo nega a Deus ao se curvar ao ritualismo e ao egoísmo. Mas Yahweh, graciosamente, convida o seu povo a arrepender-se e voltar-se para ele, porque esta é a única esperança de se evitar o juízo. O chamado de Isaías para proclamar a mensagem de Deus é encontrado em Is 6, sendo logo seguido pelo livro do Emanuel (7-12). Esses capítulos possuem repetidas referências ao Messias (7.14; 8.14; 9.2,6-7; 11.12) e antecipam as bênçãos do seu futuro reino.
O profeta sai do julgamento local e parte para o julgamento regional, proclamando uma série de oráculos contra as nações em redor (13-23). As onze nações são Babilônia, Assíria, Filistia, Moabe, Damasco (Síria), Etiópia, Egito, Babilônia (novamente), Edom, Arábia, Jerusalém (Judá) e Tiro. O pequeno apocalipse de Isaías (24-27) descreve a tribulação universal seguida pelas bênçãos do reino. Os capítulos 28-33 pronunciam seis "ais" sobre Israel e Judá por causa dos pecados específicos. A condenação profética falada por Isaías termina com um quadro geral de devastação internacional que precederá a benção universal (34-35).
Parêntese histórico (36-39). Este parêntese histórico olha retrospectivamente para a invasão assíria e Judá, em 701 a.C., e antecipa a invasão babilônica de Judá. Judá escapa do cativeiro assírio (36-37; 2Rs 18-19), mas não escapará das mãos da Babilônia (38-39; 2Rs 20). Deus responde a oração do rei Ezequias e liberta Judá da destruição assíria sob Senaqueribe. Ezequias também se volta para o Senhor em sua doença e recebe um prolongamento de 15 anos para a sua vida. Mas ele, ingenuamente, mostra todos os seus tesouros aos mensageiros babilônicos, e Isaías diz que, um dia, os babilônicos voltariam e carregariam os seus tesouros e descendentes para a terra deles. Profecias de Conforto (40-66) Tendo proferido a condenação divina sobre Judá, Isaías o conforta com as promessas de Deus de esperança e restauração. A base para esta esperança é a soberania e a majestade de Deus (40-48). Dos 216 versículos que compõem estes 9 capítulos, 115 falam da grandeza e do poder de Deus. O Criador e contrastado com os ídolos, criação dos homens. Seu caráter soberano é a segurança da restauração futura de Judá. A Babilônia realmente os levará cativos, mas ela também será julgada e destruída, e o povo de Deus será liberto do cativeiro.
Os capítulos 49-57 se concentram na vinda do Messias, o qual será o Salvador e Servo Sofredor do povo. Este, que será rejeitado, mas também exaltado, pagará as nossas iniqüidades e nos introduzirá num reino e paz e justiça sobre toda a terra. Todo aquele que reconhecer os seus pecados e crer Nele será liberto (58-66). Nesse dia, Jerusalém será reconstruída, as fronteiras de Israel se expandirão e o Messias reinará em Sião. O povo de Deus confessará seus pecados, e os seus inimigos serão julgados. Paz, prosperidade e justiça prevalecerão, e Deus fará novas todas as coisas.
VOCABULÁRIO:
Erudição - 1) Qualidade de erudito. 2) Instrução vasta e variada. ²Escopo - 1) Alvo, mira. 2) Objetivo. 3) Propósito, intuito. Talmude - Uma compilação das tradições dos judeus. A parte primeira apareceu em 450 a.D. à segunda em 500 a.D. Retórica - 1) Conjunto de regras relativas a eloqüência. Livro que contém essas regras. 3) Exibição de meios oratórios. 4) Afetação de eloqüência.
Fonte de Pesquisas: Bíblia Estudo das Profecias - Editora Atos. Internet.
Fonte: Ebtm - Professor Charles (classe de Jovens e Adultos) |
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| Última atualização em Qui, 09 de Setembro de 2010 20:26 |





